Uma delegação da AEDAR - Associação dos Ex- Deputados à Assembleia da República - realizou uma visita de estudo ao Museu Nacional Ferroviário do Entroncamento no passado dia 17 de Outubro de 2025.
Esta visita orientada contou ainda com a presença e apresentação de cumprimentos ao grupo da AEDAR por parte da Presidente da Câmara Municipal do Entroncamento , Ilda Maria Pinto Rodrigues Joaquim, e do Presidente do Conselho Diretivo do Museu do Entroncamento, Manuel de Novaes Cabral.
Salienta-se a importância da ferrovia para o Entroncamento e o relevo deste Museu que contém uma das maiores coleções de património ferroviário da Europa – com cerca de 36.000 objetos e um amplo espaço de visita.
" O Museu Nacional Ferroviário conta a história de mais de 160 anos do caminho-de-ferro em Portugal, desde as primeiras locomotivas a vapor, até ao transporte ferroviário do futuro e onde se pode conhecer o património cultural e o papel histórico, simbólico e tecnológico do transporte ferroviário em Portugal."
Este ano celebram-se os 169 anos do Caminho de Ferro em Portugal e o Museu Ferroviário tem iniciativas especiais no âmbito desta celebração.
"A própria localidade está intrinsecamente ligada à história da Ferrovia Nacional. Foi do encontro de duas linhas férreas que surgiu o Entroncamento. A 7 de Novembro de 1862 foi inaugurado o troço da linha do leste, compreendido entre a Ribeira de Santarém e Abrantes.
Dois anos depois, a 22 de Maio de 1864, foi a vez do troço entre o apeadeiro da Ponte da Pedra e a vila de Soure, pertencente à linha do norte. Surgiu, assim, o Entroncamento da Ponte da Pedra e depois, por abreviatura natural, somente Entroncamento."
A origem característica da diversidade da sua população deve-se à necessidade de mão- de - obra para os caminho de ferro e à volta destes nasceram outras tantas necessidades: serviços, comércio, infraestruturas, habitação, etc.
Inicialmente foram técnicos franceses, espanhóis e ingleses que ali trabalharam na abertura do caminho-de-ferro. Posteriormente, vieram pessoas de todas as partes do país, com especial incidência das Beiras e do Alentejo.
O Entroncamento assiste assim a um elevado crescimento demográfico do núcleo urbano, atraídos pelos caminho -de- ferro.
De notar que, desde o seu início, a Companhia de Caminhos de Ferro foi inovadora na formação dos seus profissionais mas também na assistência na saúde, sem descurar a importância do bem - estar dos seus funcionários e dos seus familiares. O exemplo dos bairros construídos na região, os comboios- hospital que percorriam o país numa espécie de "medicina do trabalho" ou até na criação de Colónias de férias para os filhos dos seus funcionários.
O almoço foi feito na carruagem - restaurante que existe no Museu e foi confecionada e servida pelos utentes do CERE - Centro de Ensino e Recuperação do Entroncamento, que têm um catering solidário.
O CERE trata-se de uma instituição particular de solidariedade social cujo âmbito de ação abrange o concelho do Entroncamento e Concelhos limítrofes no apoio a Crianças, Jovens e Adultos com deficiência mental, motora e sensorial; apoio à família e à integração social e comunitária.
O seu Presidente ,David Coelho dos Ramos, acompanhou-nos e deu-nos a conhecer melhor este projeto e a sua esmerada equipa.
Esta visita realizou-se sob o lema " À descoberta do território: Nas margens do Tejo entre Entroncamento e Abrantes" na parte da manhã a visita realizou-se ao Museu Nacional Ferroviário do Entroncamento e da parte da tarde o grupo deslocou-se até Abrantes onde foi recebido no Museu Internacional de Arte e Arqueologia e na Biblioteca Municipal António Botto.
Sobre o CERE : https://cere1980.wixsite.com/cere
Museu Nacional Ferroviário do Entroncamento : https://www.fmnf.pt/pt